Lucas Guimarães aborda seu processo com a depressão em terceiro álbum da carreira


‘Mantra’ traz ainda participação de Kiko Dinucci


Crédito foto: Jerê Santos.


Depois de revisitar sua discografia em um projeto de regravações, o cantor e compositor Lucas Guimarães apresenta agora o seu terceiro disco de estúdio. Mantra traz à tona processos pessoais do artista em todas as plataformas digitais.


Em Mantra, Lucas fala de forma aberta sobre o seu processo de enfrentamento à depressão. Por conta desta relação, o álbum traz composições recentes, assim como letras escritas há 10 anos.


“Minha ideia era falar sobre minha experiência de uma maneira séria e leve, queria tocar no assunto, mas não acessar gatilhos dolorosos e tampouco soar como autoajuda. Então fui colocar nas músicas a maneira que eu vivi com depressão, e como tenho vivido hoje depois que comecei meu tratamento. Tenho brincado com as pessoas que já ouviram as músicas; elas dizem que ficaram quase em um clima carnavalesco, mesmo com um tema que nos remetem a tristeza”, descreve Lucas.

No novo disco, Lucas celebra ainda novas conexões e parcerias com músicos amigos. Todas as nove faixas foram compostas por ele, mas a banda de gravação traz como base Katarina Chaves nas percussões, Matheus Leão nos baixos, e Renato Torres nas guitarras juntamente com Lucas, que também assume os violões. As gravações trazem ainda Marcelino Santos nos banjos da faixa “Armadura”, e Tista Lima na sanfona de “O Nosso Amor”.


Em Mantra, Lucas também encontra um de seus ídolos, o paulistano Kiko Dinucci, um dos integrantes do trio Metá Metá, também conhecido pelo trabalho solo como o aclamado disco “Rastilho”, lançado em 2020. A primeira parceria dos artistas veio com o convite de Lucas para Kiko criar a capa do seu segundo álbum, “Valente” (2019), e desta vez a participação surge nas guitarras da faixa “A paz”.


“O Kiko entra na minha história como aquelas pessoas que mudam um pouco a tua percepção das coisas. Quando ouvi o Metá Metá pela primeira vez tive a sensação de uma porta nova abrindo para uma sala que eu queria estar. O jeito diferente de tocar com os riffs no nylon, o formato de trio com voz, sax e violão; aquela parada me encorajou”, relembra Lucas, que conta ainda como o trio o encorajou a transformar em música sua luta contra a depressão.

“Eu morava em Abaetetuba ainda e já estava depressivo, desconfiava de mim o tempo todo, a autoestima lá no chão, e eles com toda aquela coragem de fazer algo novo, estranho e bonito, me deram coragem pra retomar minha vida musical. Morando em São Paulo tive a oportunidade de conhecê-lo. Conforme a vida foi passando, o papo foi rolando a admiração aumentando. Então tomei coragem e convidei para fazer a guitarra de ‘A paz’”, conta.

Mantra chega para somar a discografia de Lucas Guimarães, se juntando a “Caliandares” (2015) e “Valente” (2019). Neste novo registro, o artista destaca a experiência trazida com o tempo, além de descrevê-lo como um trabalho que o traz paz, no sentido pessoal.


“Tenho me sentido mais seguro, mais saudável, e isso reflete nas composições, nos arranjos, no tesão pela música, na dedicação. ‘Mantra’ acaba sendo um desdobramento do ‘Valente’ por algumas questões rítmicas, e pelo violão que é muito marcante nos dois discos”, explica.

O disco também conversa com a discografia de Lucas no sentido de retomar discussões. O título faz referência a canção que abre o disco “Valente”, onde o artista canta: “tira o ódio do coração e enxerta com bondade, faz a alma sofredora gozar de felicidade".


O disco Mantra foi um dos projetos contemplados pelo edital de incentivo à cultura da Lei Aldir Blanc (Secult - PA).


Serviço:

| O quê: Lançamento do disco Mantra de Lucas Guimarães

| Quando: 15 de julho de 2021

| Onde: Principais plataformas digitais

| Mais em: Instagram da artista


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